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Friday, February 4, 2011

Que parva(o) que eu sou!




Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição
Que parva que eu sou
Porque isto está mal e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "casinha dos pais"
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sou da geração "vou queixar-me pra quê?"
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou
Sou da geração "eu já não posso mais!"
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar

Sunday, May 23, 2010

Um futuro económico reservado aos porcos em sarilhos ?

Uma sugestão de leitura (Paul Krugman, prémio Nobel de economia).

E o resumo: os salários na periferia da Europa (leia-se Portugal também!) precisam de descer 20 a 30% em relação à Alemanha.

Quem preferir ler um comentário em português (com alguns erros), leia esta notícia do Jornal Público de hoje.


Eu discordo do Krugman quando ele volta à carga com a ideia de que o problema é o Euro. Em Portugal o problema é e foi toda a gestão política da adesão portuguesa ao euro, e antes e depois, a gestão do modelo económico português. O Euro trouxe vantagens enormes e sim, impõe limitações na maneira como algumas das desvantagens podem ser geridas. Mas qualquer pessoa inteligente as pode ver e antecipar. O erro político não é o euro, mas sim a insistência de manter em Portugal num modelo de baixas qualificações e salários, de que o ridículo comentário, feito na China, de que os nossos salários são baixos é talvez a pedra lapidar.

Trabalhar é preciso. Mais, mas sobretudo melhor, e não necessariamente barato. Fazer mais em menos tempo, e educar e qualificar, para que o país possa subir na cadeia de valor, ocupar nichos. E nem tudo vem do governo, muito vem de cada um...

Saturday, February 6, 2010

Porcos. Porcos em sarilhos.

Porcos, é como nos chamam cá fora.
PIGS = Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha. Porcos, conspurcados pela dívida. Do estado, das empresas e dos indivíduos. Bancarrota à espreita, na Grécia como em Portugal, FMI e/ou tutela apertada das contas públicas pela Europa.

O plano é inclinado... Saídas, poucas e duras. Controlar salários, diminuir pensões, aumentar impostos directos e indirectos, aumentar productividade, subir na cadeia de valor, acabar com desperdícios.

O caminho era mais do previsível. E como remédio, as finanças da república, cantaram o hino: contra a bancarrota, gastar, gastar!

Os governos da república, presentes e passados, são governo de ignorantes incompetentes, governos de irresponsáveis, ou governos de corruptos. Ou pior, os três ao mesmo tempo.

Infelizmente, não há hoje alternativa política credível. Talvez tenha que vir a tutela estrangeira.



P.S.- Quem pensa que isto não lhe chega ao bolso está profundamento enganado.

Saturday, September 26, 2009

Prognósticos para amanhã, 27 de Setembro 2009

Cito directamente da primeira página do Público:

"Depois de 27, o Presidente fala. Dizem que sim. Mas não será de exlcuir que, perdido no labirinto, dia 28 o Presidente emigre."

João Pereira Coutinho, colunista, "Correio da Manhã", 26/09/2009

2010

Se das eleições sair um governo sério, aqui vem um avant gout do remédio que nos espera: Espanha aumenta impostos e corta despesa em 2010 (em francês).

Relembro os obnubilados da campanha que as previsões internacionais de "crescimento" (negativo) para Portugal 2010 e 2011 são de -4% e -1%, respectivamente.

Em frente tudo!
El capitan do Titanic!

Saturday, May 30, 2009

Censura...

Leituras no público de hoje.

Parece que esta música não passa nas rádios nacionais! O lápis azul de volta?





Toma lá 'Sr. Engenheiro'.

Thursday, May 7, 2009

Passar à acção

Despesismo inútil em ano de eleições.

Um exemplo: deixo aqui a minha fonte.


A câmara de Viseu vai pagar 1 milhão e 523 mil euros para enviar menos de 1600 pessoas (alunos) de combóio a Lisboa. Leram bem:
total = 1 523 000,00 euros
(um milhão quinhentos e vinte e três mil euros)!

Espero que seja um comboio em ouro, porque a 1 000 euros (=mil!!) por aluno pela ida e volta, mais valia distribuirem magalhães, livros, comida, criar um fundo para ajudar aqueles de entre estes alunos que chegarão um dia à universidade,... E porque não reduzir a dívida da autarquia? Ou investir em startups que tragam emprego qualificado e impostos para a autarquia a prazo?

Começo por Viseu, porque é a minha terra. Mas não é difícil encontrar exemplos vergonhosos em muitos outros municípios, neste ano de eleições... No governo central é certamente pior, mas chamam-lhe 'medidas contra a crise', política agrícola e muitos outros eufemismos para gastar para comprar votos e comprar um pouco de paz social até às eleições.

Gostaria que um jornalista pegasse nisso. Quase não vi nenhuma notícia que tenha como informação a base de dados do govenro sobre os ajustes directos. Para mim é uma fonte eterna de estupefacção.

Acabar com os maus hábitos



Portugal precisa de medidas assim.
Cortar com o que é supérfulo, acabar com os favores a grupos de pressão, deixar de alimentar direitos adquiridos, deixar de deitar dinheiro pela janela em rotundas, em campos de futebol sem clube nem adeptos, em autoestradas para lado nenhum, subsídio à agricultura sem futuro. Deixar de alimentar a corja de parasitas que mora à sombra do estado. Só assim podemos prosperar.



Infelizmente, temo que não!

Saturday, March 7, 2009

Obama e a crise, em ano de eleições em Portugal...

(..)

Turning to domestic affairs, Mr. Obama indicated that the end was not in sight when it came to the economic crisis (...)

He added that “part of what you’re seeing now is weaknesses in Europe that are actually greater than some weaknesses here, bouncing back and having an impact on our markets.”

Entrevista completa aqui. Vale a pena ouvir as respostas completas.


Em ano de eleições em Portugal, ano de despesismo eleitoral, tanto central como autárquico, vale a pena pensar nestas palavras. Vamos ouvir muita coisa 'rosa' daqui até às eleições, mas ninguém pode enfiar a cabeça na areia e acreditar no sr. ministro Pino e dizer, 'a crise acabou', quando apenas começava.

Parafraseando Bill (Clinton), com toques de Cavaco e de Guterres:'não é um oásis, é um pântano, estúpido'!

Tuesday, March 3, 2009

Posto consular, 1800 km ida e volta

O actual governo da república portuguesa manifesta uma cruel e estúpida incúria para com os emigrantes. Já nem falo da tentativa do governo de castrar o direito de voto dos emigrantes, vetado, e bem pelo presidente da república, mas ainda espero vir a escrever sobre esse assunto. Para já quero falar de postos consulares.

Em Bruxelas, o posto consular foi, durante anos, uma lástima. Mas estava lá, e foi-me útil várias vezes. Um embaixador competente e com iniciativa melhorou a situação. O governo do Sr. pseudo Eng. José, decidiu poupar dinheiro fechando postos consulares. O de Bruxelas continuou aberto, e, salvo ter agora companhia de portugueses vindos de Charleroi e da flandres, nada de essencial mudou na minha vida consular.

Agora é diferente. Com a fúria da poupança, e numa total falta de respeiro pelos portugueses emigrados, o governo fechou muitos postos consulares. Entre eles o posto consular de Los Angeles. O que deixa os (muitos) portugueses pategos como eu aqui na Califórnia do sul, a 1800km ida e volta do posto consular mais próximo. Quem dos meus leitores vai a Barcelona e volta só para ir buscar um papel ?

Mas isto não acaba aqui, e não é isso que me fez disparar estas linhas. Em substituíção dos muitos postos consulares que fecharam, o governo anunciou com pompa e circunstância, a criação do 'consulado virtual'. Acabo de ter a minha primeira experiência frustrante com essa m@rd@ virtualmente inútil. É kafkiano. Para aceder ao consulado virtual e às suas poucas funcionalidades é preciso... IR EM PESSOA AO CONSULADO!


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* De acordo com o censo americano de 2000, há 330 974 portugueses, ou pessoas que se identificam como descendentes de portugueses, ou 'Portuguese-Americans' a viver na Califórnia!

Sunday, February 15, 2009

Corrupção, moral e esquecimento

Como é possível que um membro do Conselho de Estado tenha perdido a memória e continue a ter lugar neste orgão de soberania ? Será que faltam suplentes nesta equipa ?
Dias Loureiro, => out!


Mais um pouco da constituição da república portuguesa, para os esquecidos:
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Artigo 145.º
(Competência)

Compete ao Conselho de Estado:
a) Pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República e das Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
b) Pronunciar-se sobre a demissão do Governo, no caso previsto no n.º 2 do artigo 195.º;
c) Pronunciar-se sobre a declaração da guerra e a feitura da paz;
d) Pronunciar-se sobre os actos do Presidente da República interino referidos no artigo 139.º;
e) Pronunciar-se nos demais casos previstos na Constituição e, em geral, aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções, quando este lho solicitar.